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faltam palavras e sobram sentimentos...

22 de junho de 2011


Faz frio hoje. O inverno está chegando. Estranho, o inverno sempre me deixa um pouco mais profundo. Me volto para dentro de mim mesmo, tenho a impressão exata de que me pareço com um dos plátanos da praça aí de baixo: hirto, seco, mas guardando alguma coisa por dentro. Quem sabe se essa tristeza que tenho, tão parecida com esse frio envergonhado de não ser frio — quem sabe, se não é apenas o derrubar das folhas?

7 de junho de 2011


sabe a diferença entre o certo e o errado? o errado é divertido!

3 de junho de 2011


eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês. o certo é que eu dancei sem querer dançar, e agora já nem sei qual é o meu lugar.

31 de maio de 2011


‎Se alguém não encontra
a felicidade em si mesmo
é inútil que procure
noutro lugar.

23 de maio de 2011

17 de maio de 2011


a questão é: eu não tenho paciência nem comigo, porque eu teria com você?
Se você acha que pode viver sozinho, pois bem faça sua mala e vá para um lugar deserto onde ninguém habita. Quero ver quanto tempo você aguenta aquela “paz” que tanto queria. Não adianta, ser humano nenhum sabe viver sozinho, somos dependentes de alguém até o fim da nossa vida.

12 de maio de 2011


desculpa se minha tristeza transborda em arrogância, e se minhas feridas proporcionam a ironia. desculpa pelo meu sarcasmo, e pela grosseria. mas às vezes as cicatrizes são tão grandes, que suas consequências negativas são inevitáveis. porém, hoje sou mais feliz assim.

eu deixo tudo sempre pra fazer mais tarde e assim eu caminho no tempo que bem entender, afinal faz parte de mim ser assim...

2 de maio de 2011


há um prazer nas florestas desconhecidas; um entusiasmo na costa solitária; uma sociedade onde ninguém penetra; pelo mar profundo e música em seu rugir. amo não menos o homem, mas mais a natureza…

19 de abril de 2011


Eu poderia sair de casa mais cedo, morar no estrangeiro, ter filhos, não escrever livros, plantar bétulas, entrar numa comunidade utópica, dormir com todas as pessoas erradas (ou, pelo menos, pessoas erradas diferentes), tornar-me viciado em drogas, encontrar Deus, não fazer nada. Eu poderia descobrir formas inteiramente novas de me decepcionar.

18 de abril de 2011


Mostrarei que não há diferença entre mim e outro qualquer. Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático. Essa é a distância entre o mundo e eu... Apenas um dia ruim.

16 de abril de 2011


Desculpa sociedade, mas a minha mente é poluída, maliciosa e cheia de segundas intenções.

13 de abril de 2011

E não existe no mundo maneira mais fácil
de matar alguém dentro de nós do que aquela
em que esse alguém comete o próprio
suicídio apenas com palavras.

8 de abril de 2011


Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas... Permita que eu escove os dentes primeiro. Toque em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me faça rir, mas não conte piada e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando esse tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e não me obedeça sempre, que eu também gosto de ser contrariada. (Então fiquei comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... Gosto de camisas para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelo, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate, que isso é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel pra você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer ter muitos filhos, me carregar pra missa, apresentar sua família... Isso a gente vê depois... Se calhar... Deixe eu dirigir seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Me faça massagem nas costas. Fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar, experimente me amar.